
De qual flor você cuida? Tem noção de que é responsável por aquilo que cativa? Como somos estranhos nós, os adultos. Ambiciosos e egoístas, não olhamos ao redor como deveríamos. Não percebemos que somos admirados, que provocamos encantos, que nos tornamos importantes, que não enxergamos quem nos observa. Que temos quem ou o que cuidar para continuarmos amados, amando e amantes. A objetividade está apontada para a nossa cabeça. Não olhamos com o coração, não compreendemos que o essencial é invisível aos olhos. Quem sabe consigamos decifrar o Pequeno Príncipe que nos habita. Aprender com ele que o nosso mais valioso tesouro é o ensinamento circunstancial que nos orienta, a lição de generosidade, e não um patrimônio imutável ou intransferível. Ou mesmo uma sincera declaração de amor. Se não conhecemos nossos sentimentos, como transmiti-lo?

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