
Lembro bem o dia em que a tv exibiu pela primeira vez "E o vento levou...". Lá em casa, pelo menos, foi um acontecimento. Minha mãe e minha irmã ocuparam a sala e fizeram do aparelho de televisão um objeto sagrado. Comigo, ao contrário, o filme nunca me comoveu, apesar de reconhecer que se trata de um ícone da produção cinematográfica, que acaba de completar 70 anos do lançamento, em 15 de dezembro de 1939. Um dos primeiros a contar com campanhas publicitárias, dois anos para escolher a protagonista, três horas de duração, mais de 50 atores e 2.400 extras, cenários grandiosos, 13 indicações ao Oscar e 11 estatuetas. Uma arrecadação de US$ 400 milhões da época, ou US$ 1,45 bilhão com correção e juros. Ou seja, arrecadou mais que Star wars, A noviça rebelde ou E.T., o extraterrestre.

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