
Ganhamos. Enfim, tripudiamos eles. Foram cinco finais consecutivas e dois títulos, o primeiro contra o modesto Madureira, em 2007. Nos quatro últimos combates, frente o principal rival, três derrotas. Nosso triunfo em 2010 tem o tempero do acaso futebolístico: exatamente quando tínhamos o time menos competitivo, superamos o melhor que o adversário ofereceu nesses quatro confrontos. Salve Joel Santana, nosso técnico, que pela segunda vez experimenta o sabor ímpar de ser campeão com a estrela solitária ao peito (antes, em 1997). Salve os jogadores mais que heróis, personagens vãs da divina comédia dramática botafoguense, uma saga inconclusa tal a insistente teimosia em prolongar a espera pela felicidade realizadora. Nossas conquistas têm o tempo da gestação da elefante. Somos corações apaixonados, reféns da vocação errática, embora sublime.
foto: Fernando Maia.




















