
imagem: Nasa
Este sítio admira os criativos e os bem humorados. Duas virtudes que me faltam.












Quem seria inseguro a ponto de se prender ao cobertor da cegueira? Quem seria tão tolo a temer que sua intimidade fosse se perder? E essa mulher, que estava tão estranhamente calada, e que havia suportado tal fardo, e que agora estava, de repente, livre? Ela já podia imaginar as vozes da cidade gritando: "posso ver"!

Entre os sonhos irrealizáveis de cada um, o meu gravita a invisibilidade. Houve uma série na TV, O homem invisível – época em que minha mãe ainda policiava meus banhos e a escovação dos dentes - que até hoje inspira minha crença no além-do-limite. Eu e todos que cultivamos o universo imaginário, que gostamos de Star Wars e Avatar, já nascemos seduzidos pelas hipóteses improváveis. Ver e ouvir sem ser visto e ouvido, já pensou? Um voyer in loco! Também teve filmes e há livros que ainda não me escolheram tratando do tema. Cientistas teorizam que a matéria não atingida pela luz do sol não pode ser percebida, daí o pingo de razoabilidade na tese dos objetos e pessoas que desaparecem. Mas por que essa lorota agora? Porque perdi o marcador de vistantes. Justamente três dias depois de comemorar os "três zerinhos", a visita número 1000, fiquei sem o meu “bina” do Bloco. Agora, boa parte de vocês, que já não tem nome e endereço, ficou sem digital. Estão todos invisíveis. Para este Bloco de anotações... não basta a luz do sol, a impressão virtual é que me felicita. Vou consultar a assistência técnica mantendo a esperança dos "quatro zerinhos". Enquanto isso, não sumam em definitivo.







