segunda-feira, 19 de abril de 2010

Bom dia, novo dia!


Ganhamos. Enfim, tripudiamos eles. Foram cinco finais consecutivas e dois títulos, o primeiro contra o modesto Madureira, em 2007. Nos quatro últimos combates, frente o principal rival, três derrotas. Nosso triunfo em 2010 tem o tempero do acaso futebolístico: exatamente quando tínhamos o time menos competitivo, superamos o melhor que o adversário ofereceu nesses quatro confrontos. Salve Joel Santana, nosso técnico, que pela segunda vez experimenta o sabor ímpar de ser campeão com a estrela solitária ao peito (antes, em 1997). Salve os jogadores mais que heróis, personagens vãs da divina comédia dramática botafoguense, uma saga inconclusa tal a insistente teimosia em prolongar a espera pela felicidade realizadora. Nossas conquistas têm o tempo da gestação da elefante. Somos corações apaixonados, reféns da vocação errática, embora sublime.

foto: Fernando Maia.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Nem vendo pra "crendo".


Não sei se ela realmente existe, mas contrariando os 69% daqueles que participaram da nossa enquete (é a primeira vez que declaro minha opinião) prefiro acreditar que se a lucidez prospera, deve ser em outro planeta. Isso é tema para acadêmicos. Em todo caso, são imagens como esta aqui à esquerda que me deixam cético em relação a ela.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Musa da semana


O broto aqui em cima é Jade Hevellyn Lima. Ela nasceu ontem, às 11h45, com exatamente 0,52m e 4,2Kg. Chegou ao mundo ocupando o espaço merecido, com o aval de Deus. Parabéns a mamãe Hellen e a vovó Doralice pela nova vida em suas vidas. Todos que as conhecem têm certeza que Jade está em boas mãos. Aliás, não haveria almas melhores para cuidar do anjinho Jade.

domingo, 14 de março de 2010

Sem ir, nem rachar.


Quando assisti a Matrix, tinha conforto no acaso. Acaso que me bastava por conta de uma letra de Paulinho da Viola, “não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar”. Preferia deixar tudo acontecer, me considerando um homem bom e inatingível, sobreposto numa vida em que os princípios bastam para se chegar à realização pessoal. Havia outra frase, “faça o bem que o bem voltará para você”, estampada nas camisas dos balconistas do Gate’s, que arredondava minha convicção - quase intuição - de que a vida não tem mistérios. Tudo ao seu tempo, conforme nossa necessidade (ou esperança). Pois bem, o personagem Neo, de Matrix, desafiou meu castelo ao desdenhar o fortuito. No filme, ele foi o escolhido por ser dono do próprio destino. Se dizia capaz de produzir as circunstâncias que lhe interessavam. Há poucos dias, exercitei o “Neo” nosso dos parcos dias depois de ler uma frase de George Bernard Shaw: “se elas (as pessoas) não conseguem encontrá-las (as circunstâncias), elas as fazem”. Na nossa enquete, 62% responderam que acreditam no acaso. Bem, acasos... circunstâncias... Não vou tomar partido nem ficar em cima do muro. Vou optar pela fé de que o que quero pode se realizar.

*O destino não acontece por acaso. E vice-versa. Ou não?
(colaborou MNantes)

Cinema na veia


O que você prefere: viver como um monstro ou morrer como um homem bom? Se te interessa a resposta, não perca Ilha do medo, de Martin Scorcese. O filme é sério e foge do roteiro tradional de Hollywood. Recorre à loucura humana para lançar uma interrogação sobre a lucidez que acreditamos possuir. Deixei a sala pensando em ter mais cuidado com o que ouço! Vai que eu acredite em tudo, e não consiga mais mudar a vida que escolhi.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Que a Clarice não me leia.


Felicidade

Por onde andas, segue seu passo a paz do bem querer.
Nos olhos, na delicadeza do invisível, na fronteira do feliz...
Encontrei naquela ilha o aconchego.
A luz. A brisa. O tapete branco.
Há em ti o me com nos.

terça-feira, 9 de março de 2010

Que a Clarice não me leia.

Meus varonis, cá estou com minhas palavras capengas comunicando-vos que não resisti. Além do texto pedinte, segue o que acredito ser um poema. Ou, pelo menos, uma lorota suportável. E não foi para a Moema, de meu primeiro beijo. É para a alma nossa de todo dia.

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E daí, se eu não estiver nem aí?

Na noite passada, não resisti e toquei em você novamente.
Fiz o arco apontando para o mundo do meu coração.
Gritei pro céu, azul da sua cor, que meu sonho tem riscos.
Gritei e falei para a alma do meu querer...
...para minha pétala branca de neve,
que o horizonte não tem fim.

segunda-feira, 8 de março de 2010

À alma. Ao ventre. E aos seios.


Maria, mãe de Jesus.

Bom dia, novo dia!


Fica aqui a deferência deste Bloco de anotações... ao Dia internacional da mulher. O sexo feminino é o núcleo e o cerne da continuidade da vida. É o principal argumento contrário à afirmação de que Deus não existe.

"Mãe"
Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.

Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.
Cora Coralina

domingo, 7 de março de 2010

Cinema na veia


Não transfira sua implicância pelos argentinos (se é que você a cultiva) para o cinema produzido por eles. Assim, estará se privando de bons filmes. E, no caso de O segredo de seus olhos, de Juan José Campanella, desperdiçando uma história cativante. É romântica, divertida e inteligente. Acho difícil não se envolver diante das atitudes provocadas pela paixão. Sem falar no imprevisível. Quem não assistir envelhece 25 anos.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Musa da semana


A vice-procuradora geral da República, Deborah Duprat, foi taxativa durante o julgamento da concessão, ou não, do habeas corpus que pedia a soltura do governador presidiário, José Roberto Arruda, na sessão histórica de ontem, 4 de março de 2010, no Supremo Tribunal Federal: "Se fosse qualquer cidadão a prisão não seria nem objeto de indagação".

quinta-feira, 4 de março de 2010

Quem não é lido, não é contestado


Estimadas e estimados, as circunstâncias que a vida nos obriga me forçaram a uma ausência repentina. Dias de decisão provocaram reflexões (e uma nova rotina). Mas cá estou novamente. E para minha alegria e vossas tristezas, volto ao batente. Volto às palavras, sílabas e blá, blá, blás distorcidos. Volto à situação de "o que fazer para pertubar aqueles que me cativam?". Assim, ameaço impiedosamente: aqui continuarei! Não, não é o dia do “fico”. É o dia do “fui dar uma mijadinha, mas já voltei”.

Nasci brasiliense. Vou morrer brasiliense


Tem muito tempo, e sei lá quanto, assisti na televisão a um depoimento de Grande Otelo sobre a divisão de Minas Gerais: "Nasci mineiro, e vou morrer mineiro". Queriam criar o estado Triângulo e formalizar a autonomia política dos 3 "Bs", com Berlândia, Beraba e a Bosta de Araguari... (acho que você já ouviu isso). A turma que não via sentido na proposta alardeou. Berrou! Um dos que fazia parte do grupo era o nosso eterno Otelo tupina. Da frase dele - no vídeo propagado antes e depois das “Sessão da tarde” da vida, naqueles idos dos anos 80 - plagiei o título acima para retomar o tema da última enquete deste Bloco de anotações...: Brasília (DF) ou Brasília (GO)? Bem, 100% dos enqueteiros opinaram que não querem mudança na estrutura administrativa da capital do país. Pois, é. Na dúvida, ultrapassar pra quê?

Obs: aproveitei a oportunidade para lembrar, e lembrarnos, do nosso querido e inesquecível ator maior.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Que lindo!!!


Ao ganhar do Vasco da Gama, por 2X0, o Botafogo conquistou o bicampeonato da Taça Guanabara. Ótimo início de semana para mim e para todos os demais apaixonados pela Estrela Solitária. À luta!

Foto: Satiro Sodré (Agif/Gazeta Press)

Cinema na veia


Tenho liberdade. Tenho o céu, inclusive. Tenho, até, controle sobre minhas emoções. Tenho o reconhecimento profissional. Tenho o poder da sedução. Tenho qualidades para lidar com a família que não me acrescenta. E o mais importante: tenho confiança de que minhas atitudes não me prejudicarão. Mas, e se a vida que escolhi não me escolheu? Amor sem escalas, de Jason Reitman.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Brasília (GO)


Dias desses, este Bloco de anotações... postou um texto do jornalista Fernando Rodrigues em que ele sugere o fim do Distrito Federal. Brasília continuaria capital do país, mas o retângulo definido como território de características próprias voltaria a ser de Goiás, e as cidades (satélites e Brasília) conquistariam autonomia política. Os respectivos habitantes passariam a ser eleitores goianos, votando também em vereadores e prefeitos. Para Rodrigues, o modelo jusceliniano, ratificado na Constituição de 1988, com a eleição de um governador que nomeia administradores de cidades com até 600 mil habitantes, concentra autoridade, favorece o controle do Poder Legislativo e estimula o “coronelismo”. Teorias à parte, o Bloco... aproveitou o tema na enquete. Onde você prefere morar?

Doce veneno


A turma que torce pela permanência do governador detento José Roberto Arruda na cela especial da Polícia Federal prefere presentear o dito com o panetone. Na enquete, 40% disseram ser o tradicional pão natalino o melhor presente para o governador presidiário. Juro para vocês que se ele permanecer por lá até a Páscoa, levo um ovo de chocolate para o tal Edson Sombra. Tem enquete nova no Bloco..., aqui à esquerda. Abraço forte em todos.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Musa da semana



A continuidade de minha família se traduz e se resume, por enquanto, neste deslumbre feminino aqui em cima. Bruna completou cinco anos, tem uma mãe adorável e um pai apaixonado. Quando chegou, trouxe alegria ao quadrado: é a primeira neta dos quatro avós e a primeira sobrinha dos quatro tios. Nossa fada encantada de todos os dias.

Bom dia, novo dia!



Foi a busca de ouro e a captura de índios - não necessariamente nesta ordem - que originou Curitiba (PR), em 1649. O líder da expedição foi o general Eleodoro Ébano Pereira, que recrutou moradores da Vila de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá, primeiro núcleo urbano do estado. Subiram rios e cruzaram a Serra do Mar até chegar numa área de planalto.



As tribos Tupi-guarani, Jê e Tingui já habitavam a região, que chamavam Core-Etuba, cujo significado era "pinhal". Em 1842 a vila tornou-se cidade, e em agosto de 1853, 160 anos depois de sua fundação, é promovida à capital. No final do século XIX foi pólo de grandes imigrações de poloneses, alemães, italianos, ucranianos, franceses, ingleses, holandeses, japoneses, judeus e sírio-libaneses. São mais de 1,5 milhão de habitantes e área verde de 55m² por pessoa.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Adiando a hora da morte


Depois do excêntrico "fumei mas não traguei", dito pelo ex-presidente norte americano Bill Clinton, temos agora uma nova versão para confissão dos pecados não cometidos. Hoje à tarde, o governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio, disse que já escreveu a carta de renúncia. Aliás, disse mais. Disse que chegou a entregar a carta de renúncia para a líder do partido dele no Legislativo, mas que não vai ler a dita cuja. Ou seja: apertei, mas não vou acender agora.

Que lindo!!!


Botafogo 2 X 1 Flamengo

Foto: Fernando Soutello (Agif/Gazeta Press)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Suor on the rocks


As Olimpíadas de inverno tem Vancouver, no Canadá, como sede. Cinco brazucas estão lá nos representando. Todos competem em modalidades na neve: Isabel Clark, Jaqueline Mourão, Jhonathan Longhi, Leandro Ribela e Maya Harrisson. Jaqueline Mourão e Leandro Ribela estão no esqui cross-country. Jhonathan Longhi e Maya Harrisson, no esqui alpino. Isabel Clark, do snowboard, é o principal nome da equipe. Ela é responsável pelo melhor resultado do país na história dos jogos abaixo de zero. Em Turim, em 2006, foi nona colocada. Nossa primeira participação foi em 1992, em Albertville, na França. Porém, há um sexto brasileiro no Canadá. Florent Amodio tem 19 anos, nasceu em Sobral (CE), onde viveu por dois anos. Foi adotado por uma família francesa, compete na patinação artística, e em português só fala uma frase: bom dia!

foto: David Gray (Reuters)

Em órbita



imagem: Nasa

...e segue a festa


Encontro dos Trios, em Salvador, com participação do Galo da Madrugada.

foto: Edgar de Souza (G1)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sai do espeto, cai na brasa


Caixa de Pandora.
Renúncia.
Cassação.
Impeachment.
Inelegibilidade.
Intervenção federal.
Paulo Otávio.
Sombra.
Durval Barbosa.
Joaquim Roriz.
Não duvide. Nenhuma dessas palavras ou pessoas conseguem tirar o sono de José Roberto Arruda. O que tem estimulado os pensamentos, a ira, a defesa, os amigos e os inimigos do governador presidiário tem outro nome: foro privilegiado. Se ele vai renunciar ou não, depende dos efeitos de aguardada decisão. O que importa não é a atitude, mas evitar indecifráveis conseqüências. O que fazer para não dormir na Papuda, a morada dos criminosos aqui de Brasília? Essa é a pergunta que não quer calar na cela especial da Polícia Federal. Se ainda há alguma possibilidade de salvar o futuro político do governador detento, tudo gira em torno desta indesejável (indesejável para ele, óbvio) possibilidade.

Em órbita


Seguinte... Este Bloco de anotações... acabou de fechar um contrato de exclusividade com a Nasa. A partir de hoje, publicaremos fotos do universo além Terra. Espero que gostem.

Bom dia, novo dia!



Paola Oliveira, Grande Rio
foto: Danilo Verpa (Folha Imagem)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Receita para uma guerra civil


Brasília fracassou. Devolvam Brasília para Goiás*

A prisão preventiva do governador de Brasília, José Roberto Arruda, confirma a falência do modelo político-administrativo do Distrito Federal. Criado em 1960 e piorado ao longo das décadas, o sistema é disfuncional e produz escândalos em série. O Congresso fará um bem ao Brasil -e aos habitantes de Brasília- se extinguir o modelo em vigor. O Distrito Federal tem mais de 2,5 milhões de habitantes e nenhum prefeito nem vereador. Só há um governador e uma Câmara Distrital. A concentração de poder é a porta de entrada para a corrupção. Considerava-se necessário no passado instalar a capital da República numa área de segurança nacional. Esse conceito caducou. Não há prejuízo nem risco para o Brasil hoje se o Distrito Federal for devolvido para Goiás. Cidades satélites como Ceilândia (mais de meio milhão de habitantes) passariam a ter prefeitos e Câmara Municipais. Não ficariam mais controladas por um administrador nomeado sabe-se lá com que tipo de influência política imprópria e oculta. O centro de Brasília também pode ser uma cidade autônoma, como as demais, com prefeito e vereadores. Os cidadãos brasilienses passariam a votar para eleger o governador de Goiás, senadores, deputados federais e estaduais goianos. Os benefícios seriam fartos. O Senado eliminaria as três vagas de Brasília. Não haveria mais Câmara Distrital e a casa dos horrores chamada Palácio do Buriti, sede do governo local. Os edifícios poderiam ser convertidos em museus. É preciso coragem para colocar essa mudança em prática. Mas o fracasso retumbante do sistema atual exige grandeza do Congresso: acabar com o democratismo da Constituição de 1988 que ampliou de maneira desmedida a autonomia administrativa para um pedaço de terra no interior de Goiás. Um benefício pago com o dinheiro de todos contribuintes brasileiros.

Comentário deste Bloco...:
Quero ver quem vai convencer um brasiliense a ser chamado de goiano. O que você acha? É ou não é caso de guerra civil?

*texto de Fernando Rodrigues (http://uolpolitica.blog.uol.com.br/), um dos mais bem informados jornalistas brasileiros.

Bom dia, novo dia!


Sabrina Sato, Salgueiro
foto: Alziro Xavier (G1)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Meus seguidores, meus heróis.


Vocês já são 13, todos abnegados mártires que me acompanham e me fortalecem na prática realizadora, embora suspeita, de escrever sobre o que se observa, sobre o que se sente, sobre o que se oferece, seja por exibicionismo ou pela vã necessidade dos inseguros em se fazer presente. Afinal, é dando que se recebe. Mas não entrego em troca. Se o faço, é porque me sobra a divina e infalível hora ociosa. Ou, então, porque me falta a paciência em esperar o encontro com meus adoráveis semelhantes, em espírito e em carne. Dois de vocês não têm foto, curiosamente dois de meus irmãos: o biológico e o adotivo. Mas vá lá... Quem sabe melhor assim, pois imaginar o que não se vê não deixa de ser um sonho a se realizar. Fiquem comigo, e prometo que continuarei buscando a fórmula inexata para mantê-los ao meu lado.

Não arriscar é também um risco*


Cada pessoa vê, sente e analisa o futebol e a vida de seu jeito. Todos estão certos e todos estão errados. Se você é mais racional, pragmático e operatório, gosta de regularidade, segurança, certezas e repetições, detesta correr riscos, improvisações e acasos, só se interessa por resultados e ainda acha que as coisas que fez e que deram certo são as únicas maneiras corretas de fazer, não terá dúvidas, como Dunga, de não convocar Ronaldinho. Se você é uma mistura de Sancho Pança com Dom Quixote, gosta de andar nas nuvens e ter um pé na realidade, adora novidades e correr riscos calculados, se interessa tanto pela qualidade do jogo quanto pelo resultado, acha que é possível jogar bonito e ser eficiente, e ainda pensa que há sempre maneiras de fazer diferente e melhor, não terá dúvidas de convocar Ronaldinho. Se você está convicto, como Dunga, de que não há nenhuma chance de darem certo, juntos, Ronaldinho, Kaká e Robinho, além de um centroavante, não chamará o jogador, nem para a reserva. Imagino que você e Dunga pensem que Ronaldinho, no banco, vai perturbar o grupo e o técnico, e que, na primeira partida ruim, haverá muita pressão para escalá-lo. Se você vê em Ronaldinho uma grande esperança e ainda lembrar que, na Copa das Confederações de 2005, talvez o melhor momento do Brasil nos últimos tempos, jogaram juntos Ronaldinho, Robinho e Kaká, além de Adriano, vai ficar ainda mais convicto em convocá-lo. Dunga aposta na segurança. Para ele, perder jogando bem é pior que perder jogando mal. Não combinaria com sua coerência, que ele tanto se orgulha. Por isso, Dunga não entendeu, nem nunca vai entender, porque a seleção de 1982 é tão elogiada.

*trechos da coluna de Tostão, ex-jogador de futebol, campeão mundial em 1970, comentarista e ídolo deste Bloco.

Xixi dá xilindró


Pois é, o xixi na rua tá levando os cariocas para a delegacia de polícia. Por lá, pelo menos neste Carnaval, mijar ali no beco, atrás da árvore ou escondido entre os carros encurtou a folia da moçada. Tem gente achando sacanagem, embora 4 mil banheiros públicos tenham sido instalados no roteiro dos blocos. Mais de cem já foram “interrompidos” e tiveram que visitar o “seu delegado” - incluindo uma mulher - nos últimos dez dias. É! Não se pode permitir a poluição da cidade, seja na forma sólida ou líquida, orgânica ou inorgânica. E que os banheiros sejam realmente químicos, e não os casulos de bactérias que adentramos por aí, Brasil a fora. A punição deveria valer também para os donos dos cães que não recolhem o cocô do Lulu. Porra! A rua não pode ser o lixo do mundo, não! Então fica assim: pipi fora de casa também tem regra.

Bom dia, novo dia!


Ellen Roche, Rosas de Ouro
foto: Fábio Braga (Folha Imagem)

Cinema na veia

Quem seria inseguro a ponto de se prender ao cobertor da cegueira? Quem seria tão tolo a temer que sua intimidade fosse se perder? E essa mulher, que estava tão estranhamente calada, e que havia suportado tal fardo, e que agora estava, de repente, livre? Ela já podia imaginar as vozes da cidade gritando: "posso ver"!
"Estou ficando cega", pensou.
Ensaio sobre a cegueira, de Fernando Meirelles, e José Saramago.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Quem tem um giga é rei


No princípio era o verbo. Hoje, são os bytes. Da última pesquisa, o resultado que me surpreendeu foi o número de amigos com TV Digital: 23%. Participem da próxima e bom Carnaval.

Onde os fracos não têm vez

Marquês de Sapucaí, Rio de Janeiro (RJ)


Galo da madrugada, Recife (PE)


Olinda (PE)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Bom dia, novo dia!


Aqui... Se tu queres conhecer o lado mais próximo da aventura no centro da natureza, vá à Chapada dos Guimarães (MT). Lá, "o mundo tem razão" e "o horizonte deita no chão".



domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sem perplexidade não há reputação


O Jonas Moraes, outro grande amigo, gosta de dizer que "falta ao brasileiro uma gota do sangue argentino". A revolta dele nasce na passividade do seu povo, neste saco sem fundo de desaforos que levamos para casa. A crítica ao conformismo brazuca também é elogio às inesgotáveis formas de reação que nossos "hermanos" protagonizam quando o pavio da tolerância queima por completo. São três as paternidades de "mensalões", que alcançam os principais destroços políticos do país; um de esquerda, um de centro e outro de direita - triste não fosse trágico. Creio que em outras nações, independentemente de condições econômica ou geográfica, bastaria apenas um escândalo, em toda sua dimensão, para que pessoas e instituições encontrassem e reconduzissem a moralidade ao seu eixo de origem. Ao ver a foto acima, com bravos e solitários corpos a salvo da covardia dos brasilienses, caio na real. A passeata de protesto não reuniu 500 almas! Concluímos que somos uma sociedade enrustida e complacente. Fico pensando o que mais será necessário acontecer para que, enfim, nos insurjamos. Penso em dois movimentos existentes, hoje, na capital do país: o Fora, Arruda! e o Tô nem aí, Arruda! Será preciso que o governador, o Paulo Otávio, a Eurídes, o Prudente ou o Brunelli nos subtraiam em pessoa para reagirmos? Os escândalos não nos privam apenas do dinheiro público. Aos poucos, eles vão encerrando nossa perplexidade e discernimento. Essa tendência que estamos adquirindo em admitir a transgressão nos faz cúmplices e acaba com nossa reputação.

*foto de Antônio Cruz, da Agência Brasil

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Musa da semana


Esse pinguinho doce de gente aqui em cima chama-se Maria Clara de Lavor, uma princesa em formação que comemora seu segundo verão hoje. Conheço bastante a mãe dela, que esta semana ficou intrigada: "deixei minha filha na creche e ela não chorou quando me despedi dela!". E assim foi no segundo e no terceiro dias. Só na quarta despedida a nossa musa derramou lágrimas, para a felicidade da mamãe inconformada com o excesso de segurança demonstrado pela filha até então. Não me lembro de ver uma mãe feliz com a tristeza de uma filha. Vá entender esse maravilhoso coração.

Tudo como antes

O marcador voltou.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Visitantes invisíveis

Entre os sonhos irrealizáveis de cada um, o meu gravita a invisibilidade. Houve uma série na TV, O homem invisível – época em que minha mãe ainda policiava meus banhos e a escovação dos dentes - que até hoje inspira minha crença no além-do-limite. Eu e todos que cultivamos o universo imaginário, que gostamos de Star Wars e Avatar, já nascemos seduzidos pelas hipóteses improváveis. Ver e ouvir sem ser visto e ouvido, já pensou? Um voyer in loco! Também teve filmes e há livros que ainda não me escolheram tratando do tema. Cientistas teorizam que a matéria não atingida pela luz do sol não pode ser percebida, daí o pingo de razoabilidade na tese dos objetos e pessoas que desaparecem. Mas por que essa lorota agora? Porque perdi o marcador de vistantes. Justamente três dias depois de comemorar os "três zerinhos", a visita número 1000, fiquei sem o meu “bina” do Bloco. Agora, boa parte de vocês, que já não tem nome e endereço, ficou sem digital. Estão todos invisíveis. Para este Bloco de anotações... não basta a luz do sol, a impressão virtual é que me felicita. Vou consultar a assistência técnica mantendo a esperança dos "quatro zerinhos". Enquanto isso, não sumam em definitivo.

Bom dia, novo dia!


Não tenha dúvida que Bonito (MS) é um dos destinos turísticos mais... “bonitos” do país. Fica a 330Km da capital Campo Grande, minha cidade natal. Da fazenda Rincão Bonito, em 1869, surgiu o município, emancipado em outubro de 1948. Tem pouco mais de 15 mil habitantes e temperatura média de 22°. Cachoeiras, rios, praia natural, ilha, balneário, turismo de aventura. Um passeio incrível. Agora, incrível mesmo foi eu, que morei em Campo Grande 5 anos e nunca fui lá.