quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Uma xícara sem açúcar


Você sabe o nome do seu vizinho? Tenho um amigo que mora no mesmo endereço do Lago Sul há décadas e não consegue identificar quem esteja além dos muros da casa dele. Aliás, não conhece ninguém em toda a rua. Faço parte dos que acham o brasiliense um esnobe, um sujeito não muito dado a cumprimentos. Principalmente o que vive no Plano Piloto ou nos lagos. Livro a cara só daqueles que passaram a infância nas super quadras. Provavelmente fizeram muitas amizades que perduram. No meu caso, um nômade, me separei dos amigos do bloco K da 202 Norte muito cedo. Depois da maioridade, pulei de quadra em quadra, tive bom relacionamento com muitos deles. Inclusive, sempre chamei pelo nome. Troquei pneu de carro, emprestei algo, participei de churrasco... Cumpro meu papel social e faço questão da boa convivência. Mas no edifício lá do Sudoeste, chego a me divertir com a reação dos outros convivas, que não dão bom dia de livre e espontânea vontade. Se assustam quando nasce um diálogo. Como hoje é o Dia do Vizinho, vou tentar fazer o registro mais tarde. Na verdade estou chateado com a rotatividade do meu prédio, porque há algum tempo ninguém bate na minha porta para pedir açúcar...

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