terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O comandante e seu exército de caranguejos


Fiquei alguns dias desorientado na semana em que perdemos Chico Science. Cheguei cedo no trabalho e fui avisado pela manchete da segunda página do Correio Braziliense, no local destinado às últimas notícias. Era segunda-feira, e levei um tiro logo no começo da semana. Hoje, faz 13 anos daquele disparo contra mim e outros fãs. Foi um grande susto, seguido de tristeza e incompreensão. O cara estava no auge, já tinha um público definido, era o artífice e o porta-voz de um movimento musical inspirado na cultura periférica, de Recife, e na cultura popular de Pernambuco. O Mangue Beat foi uma manifestação que reuniu, entre tantos, a música de Chico Science e Nação Zumbi, Mundo Livre S.A. e Mestre Ambrósio, o cinema com Baile Perfumado e Amarelo Manga, e o universo cantante de Antônio Nóbrega. Muitos aqui de Brasília fomos apresentados a esses artistas num curto período. Fomos conduzidos por Science. Muitos shows, aqui e em Recife. Foi um grande líder e ídolo, herói de um período divertido, agitado e pujante. Chico Science trilhou meu primeiro amor, por Marcela Maciel, e as bagunças memoráveis com os amigos. Foi um período de muita alegria e realização pessoal, recordações de uma vida bem vivida e bem acompanhada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário