quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Voltemos então ao início


Histórias se repetem e o raio cai, sim, duas vezes no mesmo lugar. A força da natureza, lá do céu, deve ficar entre nuvens esperando, pacientemente, os seus efeitos reconstituintes aqui no chão, aguardando que a árvore ressuscite. Que cresçam os galhos e atraiam, novamente, o poder infinito do criador. Pobre árvore. Pobre também os corações que não rejuvenescem, e que insistem em vacilar e dar luz à imortal tolice humana. Quanto tempo ainda resta para que a consciência subtraia a insensatez que consome a prudência do ser? A insistência no erro, que se faz presente a cada dia, à frente do espelho ou repousado no travesseiro, não abate apenas a continuidade da criação, do amor. Impossibilita a felicidade escancarada aqui na frente de nossos olhos, posta à beira do lago, na imensidão da floresta, entre os dedos do filho ou no olhar da mulher amada. Daí, resta sorrir. E esperar que a alegria perdoe não ao fraco, mas ao forte que admira a chuva.

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